Saiba mais sobre o que pode se tornar o maior escândalo de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no mundo. Reportagens como estão sendo publicado simultâneamente em vários jornais mais importantes do mundo. O Super Fortunas traz aos nossos leitores o resumo dessa história mais sobre o Panama Papers. (Atualizaremos a Qualquer Momento)

Os Papéis Panamenhos: Panamá Papers

Há um ano uma fonte anônima entrou em contato com o jornal alemão investigativo alemão Suddeutsche Zeitung, informando que um grande esquema de lavagem de dinheiro através de empresas de fachada acontecia na América Central. Segundo esta fonte muitas celebridades, políticos e até membros de famílias reais estavam envolvidos no que seria o maior esquema de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro que o mundo já viu.

A empresa em questão se chamava Mossack Fonseca e estava sediada no Panamá.

O site alemão entrou em contato com o consócio internacional de jornalistas, ICJIS sigla em inglês, que investigou o caso e ontem, 3 de abril de 2016, começaram a ser publicadas as primeiras reportagens trazendo luz a esse escândalo que promete  ser agora realmente grande e embaraçoso.

As reportagens são baseadas no vazamento de cerca de 11,5 milhões de arquivos incluindo emails, recibos e extratos bancários que são provenientes de uma empresa chamada  Mossack Fonseca, que é notadamente conhecida por ser uma empresa Panamenha que cria empresas de fachada.

Segundo a revista Forbes os documentos mostram ligaçõs de 140 políticos de renome internacional, 33 entidades e pessoas físicas que estão na lista negra do governo americano e a própria revista já confirma que 29 pessoas de sua famosa lista que cita as 500 mais ricas do mundo estão no envolvidos no caso dos Papéis Panamenho.

De acordo com o consócio de jornalistas internacionais, que possui mais de 100 revistas e jornais divulgando este conteúdo nesse momento em várias línguas, o caso ainda vai dar muito o que falar pois os arquivos vazados tem papéis desde 1977.

Lava-Jato

Recentemente a empresa Mossack Fonseca teve alguns de seus funcionários presos no Brasil  durante a operação lava-jato.

O caso dos Papéis Panamenhos da Mossack Fonseca, revela 107 off shores – empresas constituídas no exterior – ligadas a empresas e políticos citados na operação Lava Jato.

Dentre elas estão 16 off shores são ligadas à empreiteira Odebrecht e às famílias Mendes Júnior, Schahin, Queiroz Galvão, Feffer, do Grupo de Papel e Celulose Suzano, e Walter Faria, da Cervejaria Petrópolis e a família de Eduardo Cunha dentre outras.

Em Janeiro de 2016 durante a 22ª fase da Lava Jato, Renata Pereira Brito, Nelci Warken e Ricardo Honório Neto foram presos. Ricardo Honorário é o sócio da representação brasileira da Mossack, que tem sede em São Paulo. Renata Pereira Brito, segundo o MPF seria uma funcionária de confiança da Mossack no Brasil. Já Nelci Warken é apontada como responsável por um tríplex no Condomínio Solaris, O mesmo edifício aonde o ex-presidente Lula teria comprado um triplex.

Da esquerda para a direita: Renata Pereira Brito, Nelci Warken e Ricardo Honório Neto. Os três foram presos na 22ª fase da Lava Jato (Foto: Christopher Spuldaro / RPC) Via G1

Da esquerda para a direita: Renata Pereira Brito, Nelci Warken e Ricardo Honório Neto. Os três foram presos na 22ª fase da Lava Jato (Foto: Christopher Spuldaro / RPC) Via G1

Outros Brasileiros:

Joaquim Barbosa: O ex-presidente do STF não teria pago um imposto sobre a compra de um apartamento em Miami, em 2012, através de uma offshore criada pela Mossack Fonseca, e o procedimento de compra do apartamento foi legal.

O deputado federal Newton Cardoso Jr (PMDB-MG) e seu pai, o ex-governador de Minas Newton Cardoso, usaram empresas off shores para comprar um helicóptero e um flat em Londres.

João Lyra (ex-deputado PSD-AL) utilizou uma empresa offshore para abrir e manter uma conta no banco suíço Pictet Asset Management, a partir de 2009.

Gabriel Nascimento de Lacerda é filho do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB). Em 2012, a Mossack Fonseca emitiu documentos para que ele pudesse operar uma conta bancária no Banque Morval, em Genebra, na Suíça.

Outros:

Segundo informações do Site Uol; PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB têm políticos e parentes com off-shores.

Repercussão Mundial

Veja em um slide animado as principais capas dos jornais do mundo inteiro hoje:

Caso Panama Papers em Jornais do Mundo Inteiro by Slidely Photo Gallery

Celebridades e Bilionários: 

Ator: Jackie Chan, Jogador de Futebol: Leonel Messi e Pilar de Bourbón: Irmã do Rei Juan Carlos da Espanha. O Diretor de Cinema Pedro Almodóvar e Seu Irmão. O Artista Indiano Amitabh Bachmach conhecido como Big B. O Diretor de Teatro Franco Dragone responsável por alguns espetáculos do Cirque du Soleil.

Presidentes e Líderes de Países: 

Presidente da Argentina: Maurício Macri, Rei da Arábia Saudita: Salman bin Abdulaziz bin Abdulrahman Al Saud, Primeiro Ministro da Islândia: Sigmundur Davíð Gunnlaugsson, Presidente da Ucrânia: Petro Poroshenko, Presidente dos Emirados Árabes Unidos: Khalifa bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, Presidente do Azerbaijão (através de sua Família): IIham Aliyev, Presidente da Síria (através de seus Primos): Bashar Assad, Filha do Presidente da China: Li Xiaolin, Presidente da Rússia (através de associados): Vladmir Putin, Primeiro Ministro da Inglaterra (através de seu pai): David Cameron, Ex Presidente do Egito (através de seu filho): Hosni Mubarak, Rei do Marrocos (através de associados): Mohammad VI

Acompanhe o gráfico:

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Leia mais:
Uol, G1, Forbes, ICJIS

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Deixe uma respostaComentários (2)
  1. roberto 1 year ago

    Será que políticos e empresários europeus, canadenses, australianos, norte-americanos, japoneses e coreanos não usam esse tipo de jogada para esconder o $$$$$$ ?

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    • Angélica Costa 1 year ago

      Essa prática é comum no mundo todo, corrupção existe para todas as nacionalidades. Existem vários paraísos fiscais: Ilhas Caimão, Singapura, Macao, Luxemburgo, Suíça … Os europeus costumavam ter dinheiro na Suíça antes das leis apertarem. Os americanos gostam da Singapura e Macao (eles falam ingles), e Estados americanos como Delaware, Nevada e Wyoming tem leis que facilitam a criação de empresas fantasma (Fonte: BBC Panama Papers: Where are the Americans?).

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